Tuesday, July 14, 2009



Para esquentar!!! Na Taça da foto, que é a original, o Cruzeiro só tem duas plaquinhas. Será que colocamos mais uma?

Friday, July 03, 2009

12 anos depois e 12 vezes melhor
Billy


Vejam vocês o que é o futebol.

O "mestre" Paulo Autuori, sempre lembrado como um bom treinador (o que questiono veementemente), se despediu da Libertadores sem uma vitória sequer. E mesmo assim vai manter a pose canastrona e a boa conta com a mídia. Presumo.

Enquanto isso, nosso comandante, Adilson Batista luta para ser respeitado pela própria torcida e é objeto de desconfiança a cada substituição (vencendo ou não o jogo), a despeito das boas campanhas que o Cruzeiro vem fazendo ao longo dos quase dois anos em que está na Toca. Foi por causa de uma dessas boas campanhas, a do Brasileiro de 2008, que hoje o Cruzeiro está qualificado para decidir o título continental.

Dou a cara a tapa se alguém não questionou a escalação do Wellington Paulista, invocando o bordão burro burro. E o sujeito mete logo dois gols no primeiro tempo. A calhar, lembro que Tiago Ribeiro marcou apenas um solitário gol, desde que chegou ao clube, salvo melhor juízo.

Burrice, genialidade, sorte?

Ainda no ritmo do "vejam vocês o que é o futebol". Uma comparação entre os times do Cruzeiro de 1997 e de 2009, e também da campanha até a final nas duas edições é covardia. Não há outra palavra. E pode ser que o time de 2009 não seja campeão.

Imagino que vão dizer que o Grêmio foi "operado" por causa de um penalti não marcado no primeiro tempo. Ou que poderia ter matado o jogo no Mineirão se os "craques" Alex Mineiro e Maxi Lopez marcassem os gols feitos que perderam. O mesmo foi dito em relação ao São Paulo, que foi roubado em pleno Morumbi.

Só lamento. Lamento não. Só dou risada.

Ganhar o título ou não é um outro problema, a mim parece que o trabalho já se mostra muito bem feito e digno de ser elogiado. Não só do treinador (que venho defendendo há muito tempo), mas também da diretoria. A contratação de Kléber é, entre os grandes negócios realizados na era Perrella, o maior de todos, considerando que ainda recebeu um "troco" de 5 milhões de Euros. Fico me perguntando onde Luxemburgo e o Palmeiras estavam com a cabeça quando liberaram o jogador. Imaginem uma dupla de ataque KK (Kléber e Keirrison)?

Renato, lembra-se de quantas vezes, e há quanto tempo, reclamamos das repetidas promessas por um grande atacante? Kléber é o cara.

E acho que é assim mesmo que tem que ser. Nem sempre vence o melhor, mas a preparação, o trabalho têm que ser o melhor possível.

Por fim, comemoro. Não é todo dia que se vê jogos decisivos de Libertadores, tendo o seu time como protagonista. Pelo contrário, é evento raro. Raríssimo. E por isso mesmo tão especial.

Monday, June 22, 2009

BRASILIANAS
Thales


Dedicarei o post de hoje a algumas análises sobre o campeonato brasileiro, especialmente sobre o Atlético.

Antes de mais nada, gostaria de dar a mão a palmatória, cogitei fazer greve de fome quando o nome de Celso Roth foi anunciado em Lourdes. Porém, devo admitir que o trabalho do treinador não poderia ter um saldo mais positivo. Celso Roth 1 x 0 Thales.

Ouço dizer que a liderança do Galo é surpreendente por ser um time que possui um elenco modesto. Tal observação não é inteiramente verdadeira, o Atlético possui um elenco indiscutivelmente superior a metade das equipes que disputam o Brasileirão. Somado a isso, equipes que possuem um elenco indiscutivelmente superior ao do Galo dividem sua atenção entre Copa do Brasil e Libertadores. Antes do Brasileiro começar (mais precisamente no dia em que o Galo foi eliminado da Copa do Brasil) disse ao Lessa que o Galo ficaria entre os sete primeiros, e talvez até disputasse uma vaga pra Libertadores. Natural que nesse começo de campeonato, com torneios paralelos, o Atlético ficasse entre os quatro primeiros.

Se a liderança do Atlético, apesar da surpresa, não tem nada de absurdo, os números tem. A equipes possui 80% de aproveitamento, o melhor ataque da competição, média de 3 gols por partida longe de seus domínios, um preparo físico invejável, marcou 12 dos 17 gols na segunda etapa, saldo positivo de 10 gols, contra 1 positivo do segundo colocado (Internacional), além de ser o único invicto.

A pergunta que todos fazem é se o Galo terá fôlego para se manter no topo até o fim. Pra lá de improvável. A esperança alvi-negra chama-se “Janela de Agosto”. É quase certo que os melhores elencos do país sofrerão baixas, pode ser que as equipes fiquem mais equivalentes. Inter sem Nilmar e D’Alessandro, ou Cruzeiro sem Kléber e Ramires, não passariam a ser equipes medíocres, mas perderiam o diferencial.

Pra mim, o favorito ao título é o Corinthians. Seus principais jogadores, Elias e Cristian, dificilmente sairão no meio do ano, a única baixa pode ser Dentinho, que não é um jogador ordinário, mas, numa equipe coesa e com padrão definido, não chega a ser insubstituível. O Inter é fortíssimo candidato, mas o time deverá ser desmontado em agosto.

Meus favoritos ao rebaixamento são Atlético Paranaense (um time que tem Rafael Moura como destaque não pode esperar nada diferente), Náutico (eterno namorado), Avaí (creio que será o timinho dos empates e sofrerá com isso na matemática final) e Botafogo (não é o pior time do mundo, mas sofrerá a espiral descendente dos times grandes, torcedores invadindo treino, cobrança da imprensa, logo vem uma troca de treinador, que não terá culpa do material humano que tem em mãos).

Por fim gostaria de dizer algumas palavras sobre o Cruzeiro. O time TEM que ganhar a Libertadores, do contrário terá sérios problemas no restante da temporada. Em apostas utiliza-se muito “form” (que pode ser traduzido como “momento”, “forma atual” e refere-se aos seis últimos jogos de uma equipe) para análises em geral, na tabela de “form” o Cruzeiro é simplesmente o lanterna, com 4 pontos nos últimos 18 disputados. A situação da equipe é bastante similar a do Fluminense ano passado. Se chegar a final o time deverá abrir mão de pelo menos mais 4 rodadas. Caso o título não venha e Kléber seja realmente vendido, a torcida deixará de ir a campo, o time demorará várias rodadas até se reerguer, dificilmente correrá qualquer risco de cair, mas certamente não disputará a Libertadores ano que vem.

Monday, June 15, 2009

AMÉRICA É 100% NA SÉRIE C
Lessa


O América assumiu ontem a liderança de seu grupo na Série C, depois de vencer o Guaratinguetá por 2 a 0 no Independência. Sábado que vem, a equipe enfrenta seu adversário mais temido na primeira fase: o Ituiutaba. Se o futebol não melhorar consideravelmente, será difícil evitar uma derrota na Fazendinha.

Nos jogos contra Gama e Guaratinguetá, a fragilidade do time esteve evidente. A defesa, formada por jogadores com média de 36 anos, é demasiado lenta. O meio campo não cria rigorosamente nada, a despeito de emular o futebol total com um camisa 9 de segundo volante. O ataque quase sempre morre no excesso de confiança de Luciano (estranhamente considerado revelação por três anos seguidos) ou na falta de mobilidade de Euller, que de Filho do Vento só conserva o apelido.

Na partida de ontem, a principal arma do time americano foi a ignorância do técnico do Guará, que temendo não-sei-o-quê resolveu armar uma retranca para segurar o 0x0. Conseguiu fazê-lo até os 24 do segundo tempo, quando Wellington Paulo aproveitou um cruzamento para marcar de cabeça. Depois disso, o time visitante veio pra cima e quase, mas quase mesmo, conseguiu o empate. Um pênalti aos 46 do segundo tempo, cobrado por Euller, selou a vitória americana, num placar que só pode ser considerado justo pela postura covarde do Guaratinguetá.

Os destaques positivos do América foram Micão (mais uma vez, o principal zagueiro do time a despeito da inanição, do gigantismo e da inapelável falta de recursos); Preto (zagueiro que jogou na lateral esquerda e se saiu bem) e Rodrigo, que soube dar um mínimo de agilidade às jogadas americanas.

Os destaques negativos foram incontáveis. Cabe, contudo, um malho especial a Zé Eduardo, camisa 10 do Coelho. Realmente, não se pode confiar em jogadores ruivos. Quantos craques ruivos o futebol já produziu? Que eu me lembre, nenhum. Já vi craques cafuzos, indígenas, japoneses e até albinos. Biro-Biro tinha um cabelão irado, mas era louro. Valderrama parecia ruivo, mas certamente pintava (e bordava com) o cabelo.

Se o melhor jogador ruivo de todos os tempos é John Arne Riise, um lateral norueguês comprovadamente obtuso, o que justifica que a 10 do América seja outorgada a Zé Eduardo? Ontem, mais uma vez, ele foi ridículo. A bola batia nele. De craque, só a pose e a condução de bola com a parte externa do pé. Simulou faltas e errou uma centena de passes até ser substituído por Irênio, que pouco fez.

Para terminar, falemos do Independência, estádio que viu a maior zebra da história das copas. Foi, segundo se diz, o último jogo antes da reforma que lhe permitirá abrigar jogos importantes enquanto o Mineirão estiver sendo preparado para 2014. Na minha opinião, é uma pena. Gosto do Independência como está: toscão e com bolinho de feijão. Sobretudo, ir ao Mineirão para ver o futebol medíocre do América será um suplício sem nome.

Wednesday, May 27, 2009

QUARTA FEIRA, 27 DE MAIO DE 2009.

A TERRA VAI TREMER, SENHORES.

ARRISCO AQUI OS MEUS PALPITES:

BARCELONA CAMPEÃO ENQUANTO CRUZEIRO FAZ VALER O MANDO DE CAMPO E ARRANCA NA FRENTE CONTRA O SÃO PAULO.

Friday, May 08, 2009

DOS VOLANTES
Billy


O Renato, vide comentários pretéritos, é um crítico dos times com muitos volantes. Quase todo mundo é. Eu também.

Mas precisamos entender que há volantes e volantes. E há momento também, o que conta muito no futebol.

Hoje, todo mundo vai elogiar o Marquinhos Paraná. Afinal, ontem fez um golaço em jogo importante. E provavelmente vão criticar o Henrique por causa do gol do Universidad.

Paraná é um gigante, não me canso de repetir. Não pelo gol, mas pelo papel que desempenha em campo. É um jogador lúcido, que não erra passes, que não dá pontapé e que tem muito boa noção tática. Faz a cobertura muito bem.

Fez dois golaços recentemente, que demonstram a sua excelente técnica. O de ontem foi realmente uma pintura. Mas ele marcara um de cabeça, contra o Tupi s. m. j., que foi muito plástico também. Goleiro adiantado e o pequeno polegar azul cabeceou por cima do goleiro. Tivesse sido marcado pelo Ronaldo, todos diriam que é gol de craque. Sugiro um contrato vitalício.

Definitivamente, Henrique não é um Paraná. Mas é bom jogador também e que melhorou muito do ano passado pra cá. Excelente marcador. Ontem, no lance do gol do UC, cobria o lateral. Como se diz, não era "o dele". E talvez por isso tenha chegado atrasado no lance. Além de ter adotado a louvável atitude de tentar evitar o penalti, pois um chute dali tinha poucas chances de entrar. É um típico volante que vive um momento melhor que o do Fabrício, por exemplo, que no ano passado jogou muito.

No primeiro jogo da final do Mineiro, avisei aos amigos atleticanos: "prestem atenção no Paraná. Ele não aparece pra torcida mas ele vai acabar com o jogo."

Deu no que deu.

E não custa lembrar: não existe grande time sem um grande goleiro. São Fábio brilhou mais uma vez.

Friday, March 20, 2009

AMÉRICA E ÁGUIA DE MARABÁ NA COPA DO BRASIL
Lessa

América e Águia fizeram ontem o jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil. Na primeira partida, 2 a 1 para a equipe de Marabá que, como era de se esperar, jogou fechadinha, saindo ocasionalmente para o contra-ataque. O América tentou pressionar durante o primeiro tempo, mas desperdiçou uma meia dúzia de oportunidades para abrir o placar. No segundo tempo, tudo continuou como estava: a torcida cada vez mais ansiosa e o time se lançando mais e mais ao ataque.

Estávamos em um grupo de três diletantes, a tomar Líber e comer torresmo. Chegamos a procurar pelo ilustre cronista Paulo Torres nas arquibancadas, porém sem sucesso. O Mineirão era grande demais para os cerca de dois mil presentes. Talvez por isso tenham decidido fechar dois terços do estádio, que ficaram completamente às moscas. Foi também a primeira vez que vi os imponentes telões de LED, dois monstros coloridos e luminosos que ofuscam totalmente a visão do torcedor. Eis meu primeiro protesto: ou desligam aquela merda ou, no mínimo, proíbem os anúncios com muito branco. Do contrário, passarei a ir ao campo de óculos escuros.

Faz muito tempo que foi proibida a venda de cerveja nos jogos do América. Desde então, acompanhar o time tem sido um martírio. Em toda a minha história de fanatismo e devoção ao glorioso Coelho, jamais vi uma briga feia entre americanos dentro do estádio. Como sempre houve um contingente considerável de gatinhas nas arquibancadas, a única coisa inexoravelmente horrorosa que testemunhei nestes anos de sofrimento foi mesmo a qualidade do futebol praticado pelo América. Deixo aqui, portanto, um segundo protesto: se não há feiura que resista ao álcool, nada mais justo do que liberá-lo para a minguada e pacífica torcida americana. Do contrário, trata-se de tortura, pura e simples.

Para resumir a história, o jogo terminou 1 a 0 para o Águia, com gol de contra-ataque. Isso quer dizer que a mirabolante estratégia da diretoria do América para intimidar o adversário jogando no Mineirão saiu pela culatra. Alguém precisa informar aos senhores (todavia altruístas) que decidem pelo time, que um estádio é um objeto inanimado, portanto incapaz de exercer pressão. Na minha opinião, a escolha pelo Mineirão tinha ainda um agravante: a maioria esmagadora dos jogadores do Águia de Marabá jamais havia jogado no gigante da Pampulha, palco dos últimos Brasil e Argentina. Era, para eles, a grande oportunidade de pisar num relvado digno de Riquelme, Ronaldo, Kaká ou Messi.

Depois de 90 minutos de cerveja sem álcool, confesso que fiquei emocionado ao ver os jogadores paraenses irem às lágrimas, levantando os braços para o céu, beijando alianças e revelando camisetas com mensagens religiosas de superação. Foi realmente tocante. O Águia agora pega o Fluminense de Parreira, Tiago Neves e Conca. Com sorte, jogará no Maracanã.

De minha parte, espero que tenhamos aprendido a lição. A Série C se aproxima e o grupo do América já está definido com Gama, Mixto (MT), Guaratinguetá e Ituiutaba. Tomara que não tentemos intimidar nossos adversários. Definitivamente, isso não combina conosco.

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